domingo, 1 de novembro de 2009

Após andar sumido, Cabral reaparece e diz 'político que ignora direitos dos homossexuais é político do século XIX'

Para Cabral, 'político que ignora direitos dos homossexuais é político do século XIX'

Daniel Brunet, O Globo


O governador Sérgio Cabral deixou a 14ª edição da Parada Gay, agora há pouco, após discursar no primeiro carro de som. Cabral fez discurso em defesa dos direitos civis dos homossexuais. A passeata já está na altura do hotel Othon Palace, em Copacabana, e seguirá até o Posto 6.

- Político que ignora os direitos dos homossexuais é político do século XIX. As pessoas têm que entender que se um homem gosta de outro homem, isto é problema só dele - afirmou Cabral.

Prefeitura do Rio vai investir R$ 800 mil na Parada Gay de 2010


RIO - O prefeito Eduardo Paes disse neste domingo que vai criar uma coordenadoria, vinculada ao seu gabinete, para cuidar dos direitos dos homossexuais e promover o desenvolvimento de políticas públicas para gays, lésbicas, bissexuais e transgêneres. O prefeito prometeu ainda aumentar o aporte de recursos públicos para a organização da Parada Gay do ano que vem, quando serão comemorados os 15 anos do evento no Rio.

Segundo o superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, Cláudio Nascimento Silva, a prefeitura se comprometeu a passar R$ 800 mil para a organização do evento na edição de 2010. Em 2009, essa ajuda financeira foi de R$ 100 mil.

O prefeito disse ainda que é uma meta do governo investir no turismo gay na cidade. No ano passado, somente no dia da Parada Gay, foram movimentados R$ 45 milhões, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

- Esse ano, quem tentou achar uma vaga em hotel no Rio, mesmo com o feriado e com chuva, não conseguiu. A cidade está lotada - disse Paes.

Fonte: O Globo

sábado, 31 de outubro de 2009

Novo Autódromo poderá ser no bairro de Deodoro

Pista de Jacarepaguá será desativada por Olimpíada

Em breve, do autódromo de Jacarepaguá, só restarão histórias. A pista, que recebeu etapas de campeonatos mundiais de Fórmula 1 nos anos 80, está com os dias contados, como confirma o presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), Cleyton Pinteiro.

– O futuro fim do autódromo é um fato. Ele não existirá mais: será demolido – conta.

A pá de cal para a pista foi o anúncio do Comitê Olímpico Internacional (COI) no último dia 2 de outubro, que nomeou a cidade do Rio de Janeiro sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Mais de um ano antes, no dia 30 de junho de 2008, um acordo fora promovido entre Ministério do Esporte, Prefeitura do Rio de Janeiro, Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), determinando a construção de um novo autódromo de padrão internacional caso o Rio fosse eleito.

– Há um acordo, inclusive tenho-o em mãos, entre as quatro instâncias que diz o seguinte: caso o COI elegesse o Rio como sede para 2016, uma nova área de 1,2 milhão de metros quadrados seria disponibilizada pelo Ministério do Esporte e pela Prefeitura, cooperativamente, para a construção de novo autódromo em condições de receber provas internacionais na cidade do Rio – explica Cleyton Pinteiro, que completa:

– É bom que se entenda que o autódromo de Jacarepaguá continuará suas atividades recebendo provas de competições nacionais ou regionais até que exista outro autódromo construído e pronto para uso.

No ano de 2006, o autódromo Nelson Piquet (nome oficial) perdeu parte da área e de seu traçado clássico devido à construção de arenas dedicadas a receber competições dos Jogos Pan-Americanos de 2007. Em troca, reformas seriam realizadas no sentido de enquadrar o autódromo nos padrões de exigência da Federação Internacional de Automobilismo (FIA).

Assim, a pista poderia voltar a receber provas de Fórmula 1. Apesar de a obra ter sido aprovada e garantida por acordo assinado entre o município do Rio de Janeiro, a CBA e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, a obra não aconteceu.

Depois disso, com a candidatura do Rio para 2016, novo acordo foi feito em 2008, propondo a construção de novo autódromo em novo local. O governo federal ofereceu à Confederação Brasileira de Automobilismo um terreno do Exército Brasileiro localizado no bairro de Deodoro, Zona Oeste do Rio, para a construção do novo circuito. Estima-se que o custo da obra para esse local seria de R$ 100 milhões. Desta quantia, cerca de R$ 60 milhões viriam da prefeitura, e o restante do governo federal ou da iniciativa privada. Segundo o Ministério do Esporte, cabe à CBA avaliar a oferta.

Com a palavra, portanto, o presidente da confederação.

– A área é boa dentro da viabilidade da cidade, que não tem tantos terrenos grandes assim. Pode ser uma boa saída, sim. Teremos um encontro entre os órgãos em novembro para discutir o tema – revela Cleyton. – Quem gosta de automobilismo tem de dar as mãos nessa hora e torcer para que tudo termine da melhor maneira.

COT será erguido no local

Destruída a estrutura do autódromo de Jacarepaguá, o projeto do Centro Olímpico de Treinamento (COT) começará a ser posto em prática. Trata-se de um complexo poliesportivo que será construído na área onde está a pista hoje e que receberá, nos Jogos Olímpicos de 2016, competições de 12 modalidades. O centro também portará estrutura de treinos para 22 modalidades e é visto como o maior legado a ser deixado para a cidade do Rio pós-Olimpíada. No local estarão as arenas de basquete, judô, taekwondo, lutas e handebol, além de um novo estádio aquático para natação e nado sincronizado. Ainda serão construídos os centros olímpicos de hóquei sobre grama e tênis no local.

Fonte: JB

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O bico cheiroso e o caos no Rio

Caótica a situação dos policiais militares do Rio de Janeiro.

Clique sobre a matéria abaixo e leia:


Zona Franca do Tráfico

Zona Franca do Tráfico




Faz um ano, que a polícia não faz uma operação no Complexo do Alemão. E olha que o governador Sérgio Cabral não se cansa de repetir que a política do enfrentamento vai continuar. E tem continuado. A toda a hora assistimos inocentes e policiais morrerem em operações sem nenhum planejamento, que não enfraquecem os traficantes. Só não existe enfrentamento no Alemão, onde os bandidos estão a salvo.

Lá, para não atrasar as obras do PAC, que embora sejam do governo federal, o governador Sérgio Cabral tenta convencer a população que são suas, a ordem é para a polícia não subir.

Acho engraçado que muito tem se falado ao longo dos anos, que o então governador Leonel Brizola proibia a polícia de fazer operações nos morros e favelas. Não era bem assim. Brizola defendia que a população honesta das comunidades, que é a grande maioria, não podia ser tratada como um bandido.

Agora pela primeira vez na história do Rio de Janeiro, se tem conhecimento de uma área da cidade que já é conhecida pela polícia, como Zona Franca do Tráfico, porque Cabral proíbe operações no Alemão. A sua única preocupação é que pelo menos uma parte das obras fique pronta, a tempo dele cortar a fita junto com o presidente Lula.

O resultado de um ano de trânsito livre de bandidos sem nenhum combate resultou na formação de um consórcio de criminosos, o mais poderoso e bem armado já visto na história do Rio.

Agora o governador Sérgio Cabral enfrenta um dilema. Já foi avisado por policiais experientes, que se nada for feito no Alemão, a violência vai aumentar ainda mais em toda a cidade, com novas grandes invasões, inclusive na Zona Sul. A facção criminosa que está abrigada no complexo está preparada para uma guerra. Tanto assim que derrubou o helicóptero da PM.

Como antecipei aqui no blog, a polícia está preparando mais uma grande operação. Só não se sabe se terá autorização para entrar no Alemão. Mas quando entrar, dá até medo só de imaginar o banho de sangue que virá. Se em 2007, naquela operação cinematográfica morreram dezenas de pessoas e foram feridas mais de 100 (uma boa parte inocentes), agora que o tráfico passou um ano se fortalecendo sem ser incomodado podem se preparar.

Bem, passaram os eventos internacionais do fim-de-semana no Rio, o presidente Lula já passou por aqui, agora vamos aguardar, pedindo a Deus que proteja aquelas pessoas de bem que moram no Complexo do Alemão e os nossos bravos policiais, que arriscam a vida para defender a população.

Fonte: Blog do Garotinho

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Cabral é contrário a projeto que reajusta policiais

Cabral é contrário a projeto que reajusta policiais


Depois da escolha do Rio como sede das Olimpíadas de 2016, Sergio Cabral Filho se vê às voltas com a guerra contra o tráfico de drogas na capital


O secretário de Planejamento e Gestão do estado, Sérgio Ruy Barbosa, afirmou, nesta segunda-feira (19/10), que o Governo não acatará nenhuma das 59 emendas dos deputados ao projeto de lei 2.580/09, que aumenta em 5% os vencimentos dos policiais civis, militares e bombeiros militares.
A afirmação foi feita durante audiência pública conjunta das comissões de Segurança Pública e Assuntos da Polícia e de Defesa Civil, presididas respectivamente pelos deputados Wagner Montes (PDT) e Flávio Bolsonaro (PP). Durante o encontro, Ruy alegou falta de verba para concessão de aumentos, mas anunciou a realização de concursos públicos para aumentar, em 1,3 mil, o número de efetivos nas categorias, o que não foi considerado suficiente para os parlamentares presentes. “Os secretários não souberam responder nossas principais dúvidas e definitivamente não estão querendo negociar. O governo alegou falta de verba para um reajuste melhor”, queixou-se Wagner Montes. Ele e Bolsonaro pediram aos sindicalistas uma posição quanto ao projeto original, para decidirem como vão se posicionar na votação.

O presidente da Comissão de Tributação da Alerj, deputado Luiz Paulo (PSDB) questionou a alegação de falta de verba para conceder o aumento. “Eu acompanho o desenvolvimento do caixa do Tesouro. Sei que, em 2008, sobraram R$ 5 bilhões. Queria entender por que o Governo não pode investir parte dele na Segurança Pública. O Rio será o cenário de diversos eventos mundiais e a preocupação com a segurança deveria ser uma prioridade”, argumentou. Muitos temas foram levantados, mas, para os sindicalistas presentes, as respostas foram evasivas. “Viemos hoje na Assembleia para discutir o reajuste, nada mais. Foi citado por um dos sindicalistas que um recruta está ganhando mais que um oficial, eu digo que isso é impossível. Um recruta possui mais gratificações, talvez, mas isso se deve ao fato de seu salário ser menor”, garantiu o secretário.

A reunião também serviu de palco para o debate sobre as gratificações de R$ 350 para os ativos das três corporações. Criada por decreto, a título de gratificação por qualificação – condicionada à realização de cursos de capacitação –, a bonificação foi contestada por beneficiar apenas uma parcela, o que foi justificado pelo secretário. “Serão 30.100 agentes contemplados, num universo de 37 mil. Os demais já recebem gratificações. Esta busca estimular a qualificação, por isso se destina apenas aos ativos”, esclareceu.

Também estiveram presentes os deputados Paulo Ramos (PDT), Délio Leal (PMDB) e Rodrigo Dantas (DEM) e o subsecretário da Fazenda, George Santoro; o representante da Associação dos Delegados de Polícia, Wladmir Regali; o presidente da Associação dos Ativos, Inativos e Pensionistas da Polícia Militar e Bombeiros, Miguel Cordeiro; o presidente do Sindicato de Policiais Civis, Fernando Baroleiro. E, ainda, o presidente do Sindicato do Corpo de Bombeiros, Nilo Guerreira; o presidente do Sindicato de Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase), Marco Aurélio Rodrigues, e o presidente do Sindicato de Delegados de Polícia, Sérgio Caldas.

Fonte: Folha dos Municípios

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Vídeo mostra protestos de PM e Bombeiros contra Cabral